• Guilherme Cardoso

O namoro do Zé Cocão


Hoje eu estou me lembrando de uma outra figura amiga e curiosa do Bairro da Pompeia em Belo Horizonte, daqueles anos 60.

Seu nome, José Eustáquio, apelido Zé Cocão.

Não chegou a jogar futebol no time principal da JUF. Jogou muito tempo no time dos Cordígeros, que tinha garotos com idade até 15 anos.

Ele era daqueles beques, como eram chamados os zagueiros de hoje, jogador durão, chutava tudo que passava na sua frente, desde a bola, o adversário e até mesmo seu companheiro de time.

Se alguém jogasse uma pedra no campo no lugar da bola, o Zé Cocão chutava a pedra pra longe e não sentia nada. Era conhecido também como Pé de Ferro.

Ele era o maior de toda a meninada de 15 anos. Enquanto a maioria dos garotos tinha 1, 50, o Zé Cocão já tinha mais de 1,70 de altura.

Era um sujeito simples e amigo de todos.

O Zé Cocão morava na Rua Antonio Justino e mais tarde, quando fez 18 anos, arranjou um emprego na Prefeitura de BH e trabalhava como caixa no posto bancário do antigo Bemge, depois incorporado ao Banco Itaú. E atendia a todos com muita presteza, especialmente quem fosse morador do Bairro Pompeia.

Nessa época o Zé Cocão começou a namorar uma garota do bairro, isso eu acompanhei, e a história deles acabou virou piada e folclore, porque como contam as más línguas daquele tempo, que ele namorou uma moça por uns 15 anos seguidos e depois simplesmente a largou, fazendo com que ela entrasse na Justiça trabalhista pedindo indenização, querendo o FGTS pelo tempo dedicado ao namorado.

Não se sabe o final desta história e nem se o acontecimento era mesmo verdade ou brincadeira inventada por algum seu amigo da onça.

Isto são fatos, casos e causos de tempos inocentes, tempos que não voltam mais.


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